
Mas foi mesmo? O
cepticismo sobre a chegada do Homem à Lua nunca abandonou totalmente o momento
histórico, não obstante os esforços da NASA em rebatê-lo. E há muitíssimas
circunstâncias suspeitas, na verdade: estranhezas relacionadas com as fotografias
tiradas na Lua (por exemplo, o facto de não ser visível nenhuma estrela no
céu); impossibilidades teóricas de uma viagem deste género (como as cinturas de
radiações no espaço, que matariam qualquer humano a atravessá-las) ou o erro de
mostrar a bandeira americana ondulando ao vento na superfície lunar… que não
tem atmosfera, muito menos vento. Há ainda interrogações sobre aspectos do
domínio da física (ausência de crateras ou marcas na superfície deixadas pelo
módulo de aterragem) e, em registo mais sombrio, é mesmo alegado que vários
astronautas morreram em circunstâncias misteriosas por quererem denunciar o
embuste.
As mais coloridas
acusações de conspiração envolvem uma produção em grande escala de Hollywood,
filmada com equipamento caro num deserto do Nevada, não longe de Las Vegas, e
dirigida pelo homem que tinha acabado de produzir “2001: Odisseia no Espaço”,
Stanley Kubrick. A todas as alegações cientistas e técnicos da NASA foram
contrapondo explicações e factos, mas sem nunca chegar a convencer cerca de 25%
da população que não acredita ou tem dúvidas sobre o que realmente aconteceu em
1969 – e claro que o facto de as gravações originais “master” de vídeo terem
sido perdidas, por alegadamente alguém ter reutilizado as bobines para gravar
outra coisa qualquer por cima da chegada do Homem à Lua, não ajuda à
credibilidade da versão oficial. Nem as fotos enviadas em 2009 pelo Orbitador
Lunar de Reconhecimento, um satélite do nosso satélite lunar, que mostram
vestígios das missões Apolo 11, 12, 14, 15, 16 e 17, obtiveram qualquer efeito
na percepção pública da veracidade das missões humanas à Lua.
É neste quadro que
surge esta semana uma pérola: a NASA acaba de disponibilizar gratuitamente as
mais de 8000 fotos, tiradas em médio formato e de uma qualidade altíssima, das
suas missões Apolo. As imagens são fascinantes, quase como se tivessem
acontecido agora e não há 46 anos; garantidamente não são tiradas em estúdio
nem em um deserto americano. O leitor pode julgar por si mesmo, se procurar por
estas fotos no Flickr. Mas apesar de extraordinárias, ainda assim elas não
convenceram dois cientistas russos que, logo a seguir, anunciaram que vão
construir um satélite para “fotografar a Lua e provar, de uma vez por todas, se
o Homem lá chegou ou não”. Uma perda de tempo e dinheiro: se há conspirações
verdadeiras, esta não é uma delas. Bom, e agora vou ver mais algumas daquelas
fantásticas 8000 fotos.
Sem comentários:
Enviar um comentário